Hiperconvergência: Um X-MEN na era da computação

A história da computação é muito rica e recheada de detalhes em sua evolução. Vamos compreender o caminho até a hiperconvergência?

Acompanhar a evolução da tecnologia é estimulante. Criada em 1946, com o primeiro mainframe temos um banquete de informações e curiosidades.

Vamos pegar uma fatia dessa história da computação e descrever melhor a evolução dos servidores.

Queremos apresentar a próxima evolução desta cadeia, cheio de “superpoderes” e recheado de novas capacidades.

Vamos começar pelo pai de todos os servidores, chamado de Mainframe. Consistia em um gigantesco computador capaz de processar várias informações (para aquela época).

Nele existia terminais para requisitar seu processamento e devolver a informação que o usuário solicitava.

Um dos problemas que deixou essa tecnologia obsoleta, foram os terminais. Ligados a um único mainframe enorme, possibilitaram a disseminação dos sistemas informatizados.

Isso aconteceu bem mais rápido do que os investimentos em infraestrutura em telecom.

Tudo para atender a necessidade de grupos para acesso aos terminais de trabalho.

Avançando aos poucos

Era a revolução da época, você não precisava fazer todo processamento dos terminais em um único mainframe.

E ainda era possível interligar poucos servidores em si para comunicação mútua.

Depois desse fato, a evolução alavanca em progressão geométrica, a montanha de dados cresce em uma velocidade inimaginável.

Na década de 90, novas mídias apareceram, periféricos surgiram e storages para armazenar grandes massas de dados foram criados.

Toda essa informação produzida era armazenada em vários storages, chamados de silos.

Os quais eram utilizados para os servidores, lerem e gravar dados que fossem processar e armazenar.

Para interligar storages com os servidores, era necessário o uso de switchs gerenciados.

Para que substituissem a antiga rede coaxial e hubs, permitindo assim organizar caminhos de dados digitais.

Dessa maneira, acabaria facilitando a administração da rede de dados.

Ganhando performance

A evolução desde mainframe até os switches, obviamente trouxe maior ganho de performance e administração, entre inúmeras outras vantagens.

No entanto, ainda ficamos na dependência de periféricos, como os switches.

Afinal, você não quer que sua rede fique indisponível ou falhe. Então nesse momento temos mais uma evolução na era da computação, chamada de virtualização de servidor.

Isso garantia que vários serviços fossem executados nos servidores.

Afinal, a função da virtualização é não depender de um servidor físico. Pois vários servidores físicos estão trabalhando para virtualizar.

Por exemplo, se no caso um servidor físico parar por qualquer problema, outro servidor assume o controle.

O processo continua normalmente, garantido que o servidor virtual não fique inoperante.

Nessa etapa da evolução, sobre servidores virtuais, eram requisitados mais performance nas storages.

As antigas conexões de rede 10 Mbps, entre a comunicação dos periféricos (servidores, switches e storages) já não era mais performática.

O mínimo e comum para uma performance aceitável seria de 1000 Mbps. O ideal é não menos que de 8000 Mbps, tecnologia chamada de fibra óptica.

Recapitulando, saímos de mainframes gigantescos, para criação de storages, interligação através de switches e agora virtualização de servidores.

Nesse momento temos um ambiente virtualizado, com storages de alta performance interligados com fibras óptica.

Mas a evolução não parou.

Onde chegamos

Todo esse legado da história cria algo totalmente diferente, que sai da curva tradicional e avança vários anos adiante.

Como fosse um “x-men” da computação, chamado de hiperconvergência.

Esse mutante hiperconvergente reúne no mesmo equipamento todos os periféricos da tecnologia passada.

Como o servidor, switches, storages de alta performance chamado de SSD (unidade de estado sólido performático) e storage de HD (disco rígido).

Todos interligados por uma conexão de 400000 Mpbs.

Ou seja, toda aquela parafernalha de várias caixas de metal/ferro e quilômetros de cabos para interligar os periféricos, não existem mais.

Sim, um Wolverine capaz de estraçalhar com qualquer carga de trabalho intensa, com segurança e performance que nenhum servidor virtualizado ou não conseguiria.

Aliado a isso, um poderoso firmware, o qual são instruções operacionais, controlam várias storages virtuais e orquestram o processamento e armazenamento para garantir alta disponibilidade de cada periférico integrado nesse único hardware hiperconvergente.

E plus, caso você precise aumentar seu nível de processamento, basta investir em mais um hardware de hiperconvergência e inserir no ecossistema de forma plug-and-play, ou seja, só conectar.

Uma topologia superior a tudo que você tenha visto até o momento, comparada a qualquer clusterização dos servidores tradicionais.

Tecnicamente

Se você é técnico da área deve estar pensando sobre as enclousers. Vamos comentar sobre isso em uma linguagem um pouco mais técnica para alinhar os interesses.

As Enclouser de Blade eram vistas como a última evolução da clusterização, capaz de facilitar o gerenciamento do processamento, permitindo o crescimento vertical.

No entanto quando comparamos com a tecnologia hiperconvergente, em apenas dois Us você consegue ter mais performance do que uma enclouser inteira que ocupa dezesseis Us.

E você não só ganha em espaço, mas ganha também storage e economia de energia. Fora a questão de processamento, que de longe, não há comparações.

Entrei no mérito da evolução da computação para mostrar que cada vez mais a tecnologia tem ficado performática e com menor tamanho.

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