A velha máxima do plantio e colheita

Existe um frase corriqueiramente atribuída a Einstein, em que diz que  “A definição de insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes”, porém ele nunca disse isso. Traduzindo para termos mais comuns, não podemos plantar sementes de tomate esperando colher milho, certo? Assim como todo processo evolutivo de uma organização, é um trabalho constante de aprendizado, de experiências construídas, de plantar e saber colher, ou melhor, saber onde plantar e como colher. E, tudo isso, não acontece do dia para a noite. Analisando essa questão mais aprofundadamente, sabemos que as empresas aprendem constantemente que existem sementes que brotam mais rápido e demandam quase nenhuma preparação do solo, porém, por outro viés, existem outras que levam mais tempo e também apreciam de adubos e técnicas mais complexas para crescerem fortes.

Recentemente li uma matéria na Revista Você S/A, que aponta para o perfil de “colheita” que todas as empresas terão no futuro. O texto vem com o título “A linguagem do futuro – A habilidade de programar será exigida em todas as áreas e se tornará tão importante quanto saber falar inglês”. E que mundo incrível será esse em que seus colaboradores irão desenvolver e adaptar suas ferramentas de trabalho, um processo de TI voltado ao negócio de maneira coletiva. Nesse momento lembrei da frase de um CTO que minha empresa costumava atender, ele era o maior early adopter de novas tecnologias como plataformas de Comunicação Colaborativa, Servidores em Cloud, IoT e etc. Quando perguntei porque ele tinha tal postura a resposta foi: “Raul, eu preciso fazer TI, para as gerações que ainda vão trabalhar na minha empresa, para os colaboradores que ainda não temos…” Isso, Senhoras e Senhores, é um plantio saudável, é plantar uma empresa que consumirá ao extremo todo seu potencial sem perder tempo com âncoras do século XX.

Agora vamos a alguns passos para passar o trator e tirar tudo aquilo que inibe sua semente de germinar:

  • Elimine a arquitetura tradicional do TI, mais conhecido como CPD. Entenda, não é tudo que vai para Cloud ou que todo modelo de Cloud pode receber seu ambiente. A “Jornada para Nuvem” deve ser feita por um parceiro que se adapte a sua necessidade e não o contrário. Para isso, conheça mais modelos de Cloud do que os mais renomados de mercado como das nuvens públicas.
  • SaaS sempre, quanto mais você conseguir consumir sua infra neste modelo será melhor.
  • SLA não, XLA!! Eu costumo dizer que os SLA’s de atendimento, prescritos em contrato, nada mais são do que “as regras da briga”, prefiro simplesmente, não brigar! O Experience Level Agrement vai direcionar você a ouvir de quem já é cliente, se aquilo que está no site acontece de verdade.
  • Sou cloud brasileira, com muito orgulho! Temos certas inclinações digitais por ainda sermos uma colônia de grandes potências estrangeiras, porém fomente a economia nacional, conheça fornecedores locais que vão prestar um atendimento ainda mais personalizado.

No meio do caminho de uma grande semeadura, vem as chuvas, a seca, pragas e tantos outros problemas, porém, empresário, saiba administrar todos os imprevistos e não desanime caso na primeira iniciativa as coisas não deem certo. O importante é no final você conseguir produzir novos e saudáveis frutos que nem sabia ser capaz de produzir.

Raul Cesar | Winov

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